Arquivo do Autor

Gutural, característica forte do Death Metal. De onde veio?

Saudações leitores visitantes do Nerda! Hoje irei falar sobre uma técnica vocálica que arrebenta no mercado musical de hoje: o gutural. Falarei também sobre o Death Metal, estilo musical que tem como característica marcante o próprio gutural!
Gutural
O Gutural é uma técnica vocálica que produz um som rouco, grave ou profundo, que se obtém através do apoio diafragmático (comumente usado na maioria dos estilos de canto), juntamente com distorções no som produzido nas pregas vocais e laringe.
Dizem que os precursores desse modo de canto foram monges em santuários no Tibete que o cantam há anos, mas isso não é confirmado. A única confirmação é que o gutural já era cantando desde 1980, nas primeiras bandas de Death Metal!
[COMENTÁRIO INÚTIL] Quer saber? Às vezes acho que o vocal de AC/DC canta gutural agudo (rouco agudo profundo, conhecido como Scream), mas de fato, não tem nada haver com gutural, rs. Uma banda que faz sucesso com scream é a As I Lay Dying, cujo baterista é consideravelmente rápido, dando mais potência à banda.

Hoje em dia ainda existe muito preconceito contra as bandas que usam essa técnica, tendo até idéias absurdas de serem referentes ao demônio, à magia negra, enfim, nada que parte da sociedade aceita. Mas quem estuda sobre vocais sabe que gutural não tem nada de infernal, afinal, os próprios monges do Tibete cantam!
O que torna o gutural uma técnica tão especial?
Re: O que você acha de um cara que aparece na sua frente que aparentemente berra coisas de tal forma que você não entende nenhuma palavra?
É, parece agressivo, bastante. Essa é a idéia do gutural, demonstrar uma banda agressiva. Por isso é mais utilizada em bandas de Death Metal (ramificação do Heavy Metal, sucessor do Trash Metal, o que sugere uma bateria Hardcore mais rápida, uma guitarra super distorcida e um baixo devastador e acelerado, com letras mórbidas para se cantar).
[COMENTÁRIO INÚTIL 2] Death – morte; Metal; Metal mortífero, agressivo. Acho que já entenderam. Mas o gutural não serve apenas para demonstrar que você é agressivo, serve também para mostrar que você não comeu rescentemente (-rs) ou que há algo de errado que te deixa irritadíssimo.

Continuando, os monges que cantavam no Tibete desenvolveram técnicas inigualáveis que se apresentam até hoje em seus corais budistas. Graças a eles, o estilo também é muito usado em bandas de Metalcore, Deathcore, Trash Metal, Black Metal, Gothic Metal e em algumas variantes do Symphonic Metal.
Muitos confundem Gutural com Drive Vocal (chamado também de vocal rasgado), dizendo que são a mesma coisa, mas são completamente diferentes. O drive vocal é uma técnica que produz um som mais limpo do que o gutural, mas tem o efeito de agressividade na “voz limpa“. O drive é muito usado em bandas de Heavy Metal, Hard Rock, Trash Metal, Speed Metal e Power Metal, incluindo também uma banda daqui (Yilloth, ou n, rs).
Sabendo que Gutural e Scream são a mesma técnica e que Drive é um gutural limpo, qual deles você prefere?
[MINHA OPINIÃO] Sinceramente, Gutural é bom para vivenciar um show, mas não para passar a vida ouvindo ou cantando. Já o drive, é uma técnica surpriendentemente FODA. Se quiserem um exemplo, procurem a música “Struggle for the freedom flag“, da banda Galneryus. O cantor é o tão fodástico Yama-B que já não canta mais na banda (foi substituido por um vocalista broxante que não faz drive vocal e se autodenomina SHOU).

Informações interessantes (sobre a primeira geração do Death Metal, da década de 1980)

O Death Metal surgiu no início dos anos 80, quando as bandas primordiais estavam sendo montadas. Por volta de 1982, bandas como Hellhammer, Sodom, Possesed e Death estavam iniciando suas atividades.
A princípio, o death metal tinha como influências básicas o trash metal (praticado por bandas como Venom, Warfare, Atomkraft, Tank, Voivod e Living Death) e o hardcore punk (GBH, Agnostic Front, Dissension, D.R.I. e Discharge).
Em 1984, o Sodom lançou o “In The Sign Of Evil“, um disco bem cru com uma sonoridade oscilando entre Death Metal e Black Metal. Em 1985, o Possessed lançou o “Seven Churches“, grande clássico do gênero, considerado por muitos o primeiro álbum de Death Metal. No mesmo ano saíram “Endless Pain” (Kreator), “Bestial Devastation” (Sepultura) e “Hell Awaits” (Slayer).
Mas o ano definitivo do Death Metal certamente foi o ano de 1986, pois nesse ano começaram a surgir álbuns de batidas cada vez mais rapidas e com sonoridades mais viscerais – o Death Metal mostrava sua força e que veio para ficar. Muitos consideram “Reign in Blood” (Slayer) como influência principal para tudo o que viria a se chamar Death Metal (mesmo que Slayer fosse considerado como Trash Metal, o álbum lançado mostrava características fortes de Death Metal em faixas como “Angel of Death“, “Necrophobic” e “Jesus Saves“). Outros álbuns marcantes daquele ano foram “Pleasure to Kill” (Kreator), “Antes do Fim” (Dorsal Atlantica), “Morbid Visions” (Sepultura), “Obssesed by Cruelty” (Sodom), “Bloody Vengeance” (Vulcano) e “Power of Darkness” (Minotaur).
Por volta de 1987, as cenas com mais adeptos do gênero eram: na Alemanha com Sodom, Kreator, Minotaur, Poison (não confundam com o Poison americano, que é glam metal), no Brasil com Mutilator, Holocausto, Sepultura, Sarcófago, Dorsal Atlântica e Vulcano, e nos EUA com Possessed, Death e Sadus.
Em 1987, o Napalm Death lançou o “Scum“, mostrando ao mundo um grindcore cheio blast beats (característica marcante do Death Metal, batidas rápidas de bateria), que viria a influenciar muito as bandas surgidas a partir daí.
Em 1989, o Terrorizer lançou o “World Donfall“, álbum que oscila entre death metal e grindcore, considerado por muitos um dos pioneiros do Brutal Death Metal. Nesse mesmo ano o Morbid Angel lançou o “Altars of Madness”, um dos maiores clássicos do Death Metal. Esse disco reforça características que se tornaram marcantes no estilo com o passar dos anos como o vocal gutural, timbragem grave e blast beats e também foi considerado um marco pelo acréscimo de técnica instrumental, diferente das bandas mais antigas (faziam um som mais cru e direto).
[Fonte: wikipedia.org, editado e corrigido por mim]

Bom, galera, o post encerra por aqui. Espero que tenham gostado do tópico e saibam que pesquisei muito sobre Gutural, Scream, Drive Vocal e Death Metal antes de escrever isso tudo aqui.
Por isso espero comentários. Voltar e ver que ninguém comenta é absurdamente broxante, fato.

Atenciosamente,

Ichirou-sama

Ichirou-sama

Anúncios

Ex-traficante, rapper, Chuck Norris negão. Já sabe quem é?

Saudações queridos leitores nerds (ou n) do Nerda! Que bom poder digitar mais um post pra vocês! (Mas Ichirou, é apenas o segundo post! … Bem, a vida pode acabar repentinamente, concorda?)

Pelo título do post, vocês já devem saber quem representará o tema principal. Mas, para quem não está com muita paciência para pensar…

A Autobiografia de Curtis James Jackson (50 Cent)

Curtis James Jackson (50 Cent)

Curtis James Jackson III, mais conhecido pelo seu nome artístico 50 Cent é atualmente um rapper e ator estadunidense. Mas sua vida não era tão perfeita como hoje, nem tão interessante e muito menos milionária. Só pra começar, Curtis entrou na vida de traficante de drogas com apenas 12 anos de idade (na verdade, no fim dos seus 11 anos), durante a epidemia do crack da década de 1980. Antes dessa vida, ele era uma criança aparentemente normal, mas sua mãe era traficante e sabia que não podia cuidar do filho e nem depender da assistência social. Ela usava o dinheiro obtido no tráfico para comprar presentes para o filho enquanto este era criado por seus avós, que tinham outras crianças para cuidar. Porém, no aniversário de 8 anos de Curtis, sua mãe não compareceu. Todos sabiam que havia algo de errado e então os avós de Curtis foram na casa de sua mãe, procurá-la. Ao entrar na casa, encontram-na morta, algo que mudou totalmente as atitudes de Curtis. Roubando o cargo de sua mãe, ele passou a ser traficante de drogas e era o único garoto de 12 anos que andava acompanhado por caras de 18 anos, conversando e vendendo, sendo apelidado de Boo-Boo.

Comprou sua primeira arma aos 16 anos e poucos meses depois já estava usando-a acertando a perna de um dos adolescentes que cercavam-no para tentar assaltá-lo. Embora Curtis descreva uma infância passada numa família em que seus amigos e familiares bebiam e consumiam drogas,  não procura justificar o fato de ter sido traficante. Ele diz que viu que poderia ganhar dinheiro em menos tempo nas ruas do que se continuasse na escola ou trabalhasse em troco de um salário mínimo.

Traficar não parecia ser uma das opções possíveis — me parecia a única opção,” (escrito por Curtis Jackson em seu livro autobiográfico, “From Pieces to Weight“)

Logo depois, ele foi capturado. Passou dois anos num programa de reabilitação de drogas exigido pelo tribunal, durante o qual admite ter enganado os profissionais do programa para que pensassem que estava dando ouvidos a seus conselhos. E olha só que sacana, logo no primeiro dia em que ficou livre, já voltou a vender drogas. -rs (lembra aquele guri que fica roubando carros em São Paulo, toda hora preso, liberado, mas tá lá de novo)

Enfim, depois de voltar pro tráfico e ser capturado novamente, o tribunal o aconselha começar uma carreira no rap, e logo no início de sua carreira, ele foi baleado por nove tiros durante um incidente em 2000, quando estava no banco traseiro do carro de um de seus amigos.

Foi tudo tão rápido, não dava para saber se iria ficar vivo ou se morreria, foi um desespero.” (alterado por mim, falado por Curtis Jackson em uma entrevista para o canal VH1)

Depois de dois meses no hospital, ele foi para uma cabana de um amigo, em uma montanha (cujo nome não sei /fuuu) e lá ficou com medo de nunca mais poder voltar a carreira de rapper e sem saber em quem confiar. Coloque-se no lugar dele, acho que vai entender o porque de tanto medo. Uma das nove balas havia atingido a língua, e lá ficou presa. Olhando assim, 50 cent me lembra Mike Tylson, ou melhor, o Homem de Ferro, mas nem Mike Tylson levantaria de nove tiros, rs.

*vamos acelerar um pouco essa biografia? Já tem informações aqui que aparecem somente no livro autobiográfico dele, sendo que nunca li. É melhor não falar tão detalhadamente, quem quiser saber, recomendo que compre seu livro “From Pieces to Weight“. É bem interessante saber em quantas brigas ele já se meteu por causa do tráfico, inclusive saber que um dos motivos que ele praticou boxe foi apenas para bater nos caras que não pagavam pelas drogas. Pois é, o cara é machão, como diria o grande Garuda. -q*

Após o lançamento do álbum “Guess Who’s Back?“, Curtis foi descoberto pelo rapper Eminem e assinou contrato com a Interscope Records. Com ajuda de Eminem e de Dr. Dre, quem produziu o seu primeiro maior sucesso comercial, ele se tornou um dos rappers com mais vendas no planeta. Em 2003, fundou a G-Unit Records (seu próprio estúdio de gravação), com seus parceiros do grupo G-Unit: Tony Yayo, Young Buck e Lloyd Banks.

Curtis, agora 50 Cent, se envolveu em várias brigas e discussões com outros rappers incluindo Ja Rule, Fat Joe, Jadakiss, Cam’ron, Rick Ross e dois ex-membros do G-Unit: The Game e Young Buck (foram expulsos logo após iniciarem traição, afinal, 50 Cent era o chefe do grupo e eles simplesmente não eram a favor disso). Ele também prosseguiu na carreira de ator, atuando no filme semi-autobiográfico “Fique Rico ou Morra Tentando” em 2005, “A Volta dos Bravos” em 2006 e “As Duas Faces da Lei” em 2008.

A sua fortuna é estimada em $440 milhões de dólares, o que faz ele ser considerado o terceiro rapper mais rico do mundo. Em 2009, 50 Cent foi escolhido como o sexto melhor artista da década e o sexto mais bem-sucedido entre 2000-2009 pela revista estadunidense Billboard que também o nomeou como o melhor cantor de rap deste período.

Bem, esse foi um grande resumo que fiz analizando websites (Wikipédia e UOL) e canais que falavam da autobiografia de 50 Cent (incluindo as entrevistas do canal VH1). Que tal finalizarmos mostrando algumas estatísticas de venda dos álbuns de 50 Cent?

A fama de 50 Cent veio com o lançamento dos álbuns “Get Rich or Die Tryin’” (2003) e “The Massacre” (2005). “Get Rich or Die Tryin’” obteve a certificação de platina seis vezes pela RIAA e vendeu cerca de 13 milhões de cópias em todo o mundo. Seu disco “The Massacre” foi certificado cinco vezes pela RIAA e vendeu 11 milhões de cópias. Os seus quatro álbuns somaram vinte e seis milhões de cópias vendidas.

Pois é, o cara é a prova viva de que tudo é possível desde que você insista em conquistar o seu sonho, seus objetivos. Basta saber entrar na trilha e sobreviver a ela, sendo ou não um Chuck Norris negão. -rs

Encerrando o post por aqui, volto no próximo falando sobre a história de um timbre vocálico interessante, que inclusive está na moda.

Aguardem! Atenciosamente,

Ichirou

Ichirou-sama

Saudações!

Saudações leitores nerds (ou n) do Nerda, sou Ichirou e pretendo trazer para vocês conteúdos interessantes sobre músicas.

Como início de debate, sabemos que cada um tem seu gênero musical predileto, músico predileto e composição predileta, seja pela letra ou pela harmonia sonora (ou até mesmo pela desarmonia), o que faz da música um assunto bem amplo para se debater. Podemos nos organizar de diversas maneiras, mas, por enquanto, irei re-apresentar apenas algumas bandas velhas (¹²³²¹²¹³²¹) que fizeram sucesso e, de repente, sumiram.

Acho que todos aqui se lembram da antiga doença do mundo, Gorillaz, não?

Subiu num puta sucesso e nem percebi quando despencou dele, como se um terrorista com um avião (ou apenas uma bomba) tivesse derrubado seu prédio. /heh

Pra quem não sabe, é bom simplificar dizendo o que é o Gorillaz, não?

Gorillaz - Personagens
Gorillaz é uma banda virtual de trip rock criada no ano de 1998 pelo então líder do Blur, Damon Albarn e por Jamie Hewlett, co-criador da história em quadrinhos Tank Girl. A banda é composta por quatro membros animados: 2D, Murdoc Niccals, Noodle e Russel (os personagens dos clipes, mostrados ao lado). A música do grupo é resultado da colaboração entre vários outros músicos, sendo Damon Albarn o único membro permanente.
-Uma banda virtual que chega ao topo tendo apenas um membro permanente? Como isso foi possível? Bem…
O primeiro álbum da banda, Gorillaz, vendeu mais de 7 milhões de cópias e a banda entrou para o Guinness World Records como a Banda Virtual de Mais Sucesso (car@#$0!).
Gorillaz - Demon Days
O segundo álbum da banda, Demon Days, recebeu 5 vezes o certificado de platina no Reino Unido e dupla platina nos Estados Unidos. A banda recebeu 5 indicações para o Grammy Award em 2006, e venceu um deles na categoria “Melhor Colaboração Pop“.
Acham que é fácil uma banda virtual conquistar tanto mercado musical assim? Eles deveriam receber um mérito de honra pelo esforço, eu acho. Já é difícil uma banda normal conquistar o sucesso de 7 milhões de cópias vendidas, receber certificado de platina e indicações para o Grammy Awards, imagina vencer o Grammy Awards na categoria de Melhor Colaboração Pop sendo uma banda de TRIP ROCK?
Bem, mudando de assunto repentinamente, qual banda você pensa ser o próximo escândalo virtual? Temos aí um escândalo que muitos adoram acabar com a fama do cantor, se é que posso chamar de cantor (sim, eu também adoro acabar com a fama dele, ou dela, sei lá): Justin Biba Bieber. Existe alguma posição no Guiness World de cantor mais criticado?
Comentem, porque falar de Gorillaz, é do passado, se bem que a banda está ressurgindo apoiando outras bandas em clipes, mas nada demais. É ver e esperar acontecer?
Por hoje é só, já que esse é apenas meu primeiro post. Prometo trazer algo mais interessante, musicalmente falando. Por exemplo, vocês sabem de onde surgiu o… Ah, surpresa, rs.
Atenciosamente,
seu papito Ichirou// *não esqueçam de escovar os dentes depois de comer! -q